PMs e guarda municipal são presos em operação contra fraudes em concursos; candidatos pagavam até R$ 70 mil

Nove pessoas são presas em operação policial contra fraude em concurso público do TJPE A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (25) duas operações contra uma quadrilha especializada em fraudar concursos públicos.
Os criminosos atuaram nos certames do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), cujas provas foram realizadas em 2025 (veja vídeo acima).
Nas duas operações, foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão em Pernambuco e no Rio Grande do Norte.
Também foram expedidos 11 mandados de prisão e nove foram cumpridos.
Entre os presos estão policiais militares de Pernambuco e do Piauí.
Segundo a polícia, candidatos pagavam até R$ 70 mil pela fraude. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta, investigadores da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) e do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) detalharam como funcionava o esquema.
Eles acreditam que a quadrilha atue há cerca de 10 anos.
A polícia não informou quais concursos e quais estados já foram alvos dos criminosos, porque as investigações seguem em andamento.
Apesar disso, informou que ao menos quatro servidores de segurança pública participaram do esquema, sendo três policiais militares e um guarda municipal.
Entre o grupo, três eram membros da organização e um, cliente.
Segundo a Polícia Civil, os candidatos contratavam a quadrilha que oferecia diversos serviços, como cópias de gabaritos, “clones” – que são pessoas que vão no lugar do candidato fazer a prova – e dispositivos de transmissão.
Entre os equipamentos estão pontos eletrônicos e celulares adaptados para não serem reconhecidos pelos detectores de metais.
A Operação Kýma investigou as fraudes que ocorreram no concurso do TJPE para o cargo de técnico judiciário, que foi realizado em 21 de setembro de 2025.
O certame foi investigado pela Polícia Federal que, ao concluir inquérito, confirmou a ocorrência de fraude.
As provas foram anuladas em janeiro.
Após apuração da PF, a Polícia Civil em Pernambuco iniciou as investigações em dezembro de 2025.
Foram identificados onze suspeitos, entre eles o chefe da organização criminosa.
De acordo com o delegado Júlio Cesar Pinheiro, da 1ª Deccor, o esquema criminoso era complexo e hierarquizado. “[O grupo era] extremamente organizado, com tarefas bem distribuídas e uma hierarquia também bem imposta pelo líder da organização criminosa, que também foi preso. […] T
原文链接: G1
