Em julgamento de advogada argentina por injúria racial, MPRJ propõe indenização de R$ 200 mil

Polícia investiga advogada argentina por ofensas racistas em Ipanema O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) propôs que advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial, pague cerca de R$ 200 mil de indenização aos funcionários de um bar em Ipanema.
O julgamento de Agostina começou nesta terça-feira (24) na 37ª Vara Criminal.
Na audiência de instrução, a defesa da estrangeira e o MPRJ concordaram que, em caso de condenação, a argentina seja extraditada e cumpra a pena no país dela.
O juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte ainda vai decidir sobre o caso.
Agostina Paez, de 29 anos, imitou macaco e fez o som do animal após discussão em um bar Reprodução/TV Globo Durante a sessão, Agostina pediu desculpas para os 3 funcionários do bar pelos gestos racistas.
Segundo a denúncia do MPRJ, no dia 14 de janeiro deste ano a advogada se referiu a um empregado como “negro” de forma pejorativa e, ao deixar o local, usou a palavra “mono”, que em espanhol significa “macaco”, além de imitar gestos do animal.
Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas, usando expressões como “negros de m*rda” e “monos” para outros 2 funcionários, caracterizando 3 crimes.
Nas alegações finais na audiência, o Ministério Público pediu que Agostina, sem antecedentes e após demonstrar arrependimento, possa cumprir em seu país natal a pena mínima convertida para prestação de serviços comunitários.
Mas a Promotoria defendeu uma “reparação financeira pelo dano moral” às vítimas no valor de 120 salários mínimos, ou R$ 190.452, e pediu que metade seja depositada antes de uma possível extradição.
A defesa solicitou a revogação das medidas cautelares, como o uso da tornozeleira eletrônica por Agostina, e pediu que ela possa voltar ao seu país.
A argentina está há 2 meses no Rio, supostamente sem renda, e relatou ter recebido ameaças.
O juiz aceitou que a defesa faça suas alegações finais por escrito e deve definir a sentença do processo nos próximos dias.
Relembre o caso Um vídeo com os gestos viralizou nas redes sociais e deu início à investigação da Polícia Civil, que a indiciou por injúria racial.
A prisão preventiva foi decretada após a 37ª Vara Criminal aceitar a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
O pedido se baseou no risco de fuga e no comportamento reiterado da advogada, que, de acordo com a promotoria, repetiu as ofensas mesmo após ser alertada de que a conduta configurava crime no Brasil.
Agostina foi presa no dia 6 de feverei
原文链接: G1
