Amazonas registra mais de 1,5 mil processos pendentes contra o crime organizado, aponta CNJ

ribunal de Justiça do Amazonas.
Arquivo/TJAM Entre 2021 e 2025, o Amazonas registrou 1.152 processos pendentes ligados a organizações criminosas.
As informações estão no Painel Nacional do Crime Organizado, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 🔍Segundo o CNJ um “processo pendente” é aquele que já foi distribuído e está em tramitação, mas ainda não recebeu decisão definitiva ou não foi arquivado.
Em resumo, são ações que ainda aguardam julgamento ou conclusão.
O levantamento feito pelo g1, mostra que a ação penal em procedimento sumário é a mais comum entre os processos pendentes.
Em 2025, foram 169 casos.
Confira abaixo os números de ação penal dos anos anteriores. ⚖️2024: 142 processos ⚖️2023: 102 processos ⚖️2022: 87 processos ⚖️2021: 57 processos Para o juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Glaucio Brittes, o aumento pode indicar maior atuação das organizações criminosas quanto o avanço na capacidade da Justiça em identificar e processar os casos.
No Amazonas, o Tribunal de Justiça (TJAM) concentra a maior parte dos casos: 931 processos entre 2021 e 2025. ⚖️2025: 292 processos ⚖️2024: 228 processos ⚖️2023: 166 processos ⚖️2022: 144 processos ⚖️2021: 101 processos TRF (Tribunal Regional Federal) ⚖️2025: 43 processos ⚖️2024: 47 processos ⚖️2023: 41 processos ⚖️2022: 51 processos ⚖️2021: 33 processos Saiba mais Novos crimes e envio de investigados à segurança máxima: como funciona lei que endurece combate ao crime organizado Facções criminosas atuam em ao menos 25 municípios do Amazonas, aponta estudo Lula sanciona lei que busca endurecer combate ao crime organizado Panorama nacional No Brasil, os tribunais acumulam 12.448 processos pendentes relacionados a organizações criminosas.
Em 2025, foram registrados 3.027 novos casos, enquanto apenas 1.651 foram arquivados, o que mostra crescimento do acervo.
De 2020 a 2025, os novos casos cresceram 160%, passando de 2.607 para 6.761.
No mesmo período, os processos pendentes subiram 158%, de 6.141 para 15.829.
Segundo o CNJ, as principais dificuldades para o andamento dos processos são: Deficiência estrutural: falta de servidores para dar andamento às etapas burocráticas.
Cumprimento de demandas administrativas: como a destinação de bens apreendidos.
Produção de provas: em muitos casos, há obstáculos para reunir evidências suficientes.
Estratégias de defesa: que prolongam a tramitação e atrasam o desfecho.
Critérios rigorosos: análises mais detalhadas que aumentam o tempo de conclusão.
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