Cães já viviam com humanos há mais de 15 mil anos, mostra estudo genético inédito

Reconstituição artística de Pınarbaşı, na atual Turquia, há cerca de 15.800 anos, com base em evidências de escavações arqueológicas da University of Liverpool.
Kathryn Killackey Pesquisadores identificaram a evidência genética mais antiga já registrada da existência de cães domésticos.
Por meio da análise de um DNA antigo extraído de ossos encontrados em sítios arqueológicos no Reino Unido e na Turquia, cientistas de 17 instituições confirmaram que os animais já conviviam com grupos humanos de caçadores-coletores há aproximadamente 15.800 anos, mais de 5.000 anos antes do que indicava o registro genético anterior.
Os resultados foram publicados nesta quarta-feira (25) na prestigiada revista científica “Nature”. “Descobrimos que os primeiros cães da Europa compartilham origem com cães da Ásia e de outras partes do mundo, o que nos permite descartar a hipótese de que tenham sido domesticados de forma independente a partir de lobos locais”, explica ao g1 Anders Bergström, um dos autores do estudo e pesquisador da Escola de Ciências Biológicas da University of East Anglia (Reino Unido). “A rápida disseminação dos cães pela Eurásia é fascinante e ainda um pouco misteriosa”, acrescenta Bergström, especialista em genética e evolução, com foco em DNA antigo e história evolutiva de animais e humanos.
Os dois estudos, conduzidos por equipes diferentes mas publicados na mesma edição da revista, analisaram ossos encontrados em cavernas na Inglaterra e na Turquia, além de sítios na Alemanha, Itália, Suíça e Sérvia.
Juntos, eles mostram que cães domesticados já estavam amplamente dispersos pelo oeste da Eurásia pelo menos há 14.000 anos, e que essa população compartilhava uma ancestralidade geneticamente semelhante apesar de estar distribuída por milhares de quilômetros.
Os resultados indicam que, naquela época, os cães já formavam uma população geneticamente semelhante espalhada por uma vasta área da Eurásia.
Isso sugere que esses animais se expandiram rapidamente entre grupos humanos. “O fato de as pessoas trocarem cães tão cedo significa que esses animais devem ter sido importantes.
Com recursos limitados, mantê-los implica que eles tinham uma função, e uma possibilidade é que atuassem como um sistema de alarme altamente eficiente”, afirma Laurent Frantz, um dos autores do estudo.
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