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'Se fui forte uma vez, tenho que ser mais agora': mãe que perdeu duas filhas para o feminicídio tenta se reerguer após nova tragédia em MG

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'Se fui forte uma vez, tenho que ser mais agora': mãe que perdeu duas filhas para o feminicídio tenta se reerguer após nova tragédia em MG

Mãe que perdeu duas filhas para o feminicídio tenta se reerguer após nova tragédia em MG A voz embargada de Benice Maria da Silva, a Dona B, 58 anos, carrega uma dor que atravessa décadas.

Moradora de Pouso Alegre há 30 anos, mãe de quatro filhos, trabalhadora que já passou por pastelaria, casas de família, serviços gerais e coleta de reciclagem para sustentar a família, ela revive, pela segunda vez, o trauma que nenhuma mãe deveria conhecer: perder uma filha para a violência de gênero. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Na madrugada do dia 18 de março, a filha Ana Carolina Silva Fernandes, de 24 anos, foi morta com três golpes de faca pelo companheiro.

A cena mais difícil de descrever, porém, é a do último suspiro da filha nos braços da mãe. “Ela ainda falou para a filha dela que amava a filha dela, a mãe te ama.

Ela disse para mim, para a Eloísa, para o Davi.

Aí ela respirou e foi fechando devagarinho…

De certo ela falou: minha filha está com a mãe, então eu vou em paz”, disse Dona Benice, segurando o choro.

Mãe que perdeu duas filhas para o feminicídio enfrenta nova tragédia em MG Reprodução EPTV Horas antes do crime, a família se encontrou.

A lembrança do breve “tchau, mãe” ecoa como um alerta impossível de ser percebido a tempo. “Fiquei na casa dela, comi… era 21h.

Aí falei que ia embora porque precisava acordar 5h30 pra trabalhar.

Ela falou: ‘tá, tchau mãe’.

Aí eu falei… olhei para o Robinho, ele deu um sorriso.

Perguntei: ‘você não vai brigar, não?’.

Ele deu um sorrisinho.

Depois fui embora”, contou.

O telefonema que mudou tudo veio às 1h50 da madrugada. “Se eu tivesse ficado conversando até mais tarde… talvez não tinha acontecido, né?”, lamenta.

O suspeito de matar Ana Carolina foi preso no dia do crime.

Ana Carolina Silva Fernandes, de 24 anos, foi morta com três golpes de faca pelo companheiro no dia 18 em Pouso Alegre Reprodução / Arquivo familiar A segunda filha perdida para o feminicídio A dor reacendeu uma ferida antiga.

Há 20 anos, em 2006, a filha mais velha, Larissa, de apenas 15 anos, foi estuprada e morta com 59 facadas.

O corpo foi abandonado em uma caçamba de lixo.

Dois homens foram condenados pelo crime. “Será que eu vou perder meus filhos tudo de faca?

Porque eram quatro… agora só tem dois”, desabafou. “Eu queria tirar minha vida.

Mas pensei: ela deixou duas vidas pra mim.

Tenho que cuidar das duas.

Se fui forte pra cuidar deles quando mataram a minha, sou mais forte ainda pra cuidar dos

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