Feminicídio de comandante da Guarda em Vitória expõe violência em relações abusivas e dificuldade das mulheres em pedir ajuda

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Feminicídio de comandante da Guarda em Vitória expõe violência em relações abusivas e dificuldade das mulheres em pedir ajuda

Delegada aponta medo e vergonha como barreiras para denunciar agressões A morte da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa Mattos, assassinada pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, chamou a atenção por mostrar que nenhuma mulher está imune à violência de gênero, independentemente da função que ocupa.

O caso também expõe um padrão recorrente nos feminicídios, que é o controle exercido pelo agressor. “O caso foi tão emblemático porque mostra que não é sobre quem é a vítima, porque a Dayse era uma mulher forte, uma autoridade.

A violência de gênero é sobre quem é o homem”, disse a delegada Raffaella Almeida Aguiar, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A comandante foi morta nesta segunda-feira (23), com cinco tiros na cabeça dentro de casa, no bairro Santo Antônio, em Vitória.

Segundo a família, o policial rodoviário usou uma escada para invadir o imóvel.

Depois do crime, foi até a cozinha e tirou a própria vida.

O PRF, que tirou a própria vida após matar Dayse, pode ter cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento.

Segundo a delegada, as investigações apontam que a guarda tentava romper com o PRF, um homem considerado “possessivo e extremamente controlador.” No Espírito Santo, 35 feminicídios foram registrados em 2025, segundo o Observatório de Segurança Pública da Sesp.

Em 2026, já são cinco vítimas, incluindo o caso de Dayse, o primeiro em Vitória após mais de 650 dias sem registros desse tipo de crime na capital.

Dayse Barbosa, comandante da Guarda Municipal de Vitória, foi morta com cinco tiros na cabeça pelo namorado policial rodoviário federal, Diego Oliveira Souza, no Espírito Santo Reprodução/ Redes Sociais MAIS SOBRE O CASO: “POSSESSIVO”: Policial rodoviário matou chefe da Guarda de Vitória após ela pedir fim do namoro, diz polícia ASSASSINATO: Chefe da Guarda morta por namorado PRF lutava contra o feminicídio: ‘Ela não conseguiu salvar a própria vida’, diz secretário NA MADRUGADA: ‘Já flagrei ele tentando enforcar a Dayse’, diz pai de guarda morta pelo namorado PRF A secretária estadual das Mulheres, Jacqueline Moraes, falou sobre a falsa sensação de proteção associada à posição de poder da vítima. “É um lugar de impotência.

Não adianta a gente falar da autodefesa da mulher.

A Dayse estava no comando, tinha uma arma, mas a covardia do seu algoz é de um limite, que pega uma mulher dormindo, entra na

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