Alta de Sônia Guajajara é prevista para quinta-feira, diz InCor

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, toma café da manhã com jornalistas em Brasília (DF), no dia 07/10/2025.
Antonio Cruz/Agência Brasil A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL), ainda ficará internada nesta quarta-feira (25) e tem alta prevista para quinta-feira (26) no período da manhã, segundo informou o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP).
De acordo com a assessoria do hospital, o cardiologista Sérgio Timerman “resolveu deixá-la mais um dia para acompanhamento clínico, mas ela está bem e sairá de alta amanhã no primeiro horário”.
Guajajara foi hospitalizada no sábado (21), após apresentar mal-estar, febre alta e dor abdominal.
O atendimento está sendo conduzido pelo cardiologista Sérgio Timerman e pelo infectologista Rinaldo Focaccia Siciliano.
Candidata a deputada Sônia Guajajara deixará ministério para disputar reeleição como deputada federal por SP Na sexta-feira (20), Sônia informou que deixará o cargo de ministra para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo.
Segundo ela, o último dia à frente da pasta deve ser 30 de março.
Eloy Terena, secretário-executivo do ministério e número dois da pasta, deve assumir o cargo.
Em entrevista, a ministra falou sobre sua gestão e sobre os desafios dos últimos três anos, como o enfrentamento com o movimento indígena “Eu acho que [o legado] é a retomada da demarcação das terras indígenas, a desintrusão de invasores dos territórios, mas eu acho que, sobretudo, é trazer a pauta indígena para a centralidade do debate público, para a centralidade da política pública”.
Sônia afirmou ainda que, por vezes, não entendia a paralisação de demarcações, que tem como pano de fundo o impasse jurídico entre Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso.
Enquanto os ministros do Supremo negaram por maioria o marco temporal, o Congresso aprovou a lei sobre o tema.
O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) foi criado em janeiro de 2023, no começo do terceiro governo Lula (PT).
O objetivo foi levar a questão indigenista ao primeiro escalão do Executivo, uma promessa do presidente, buscando garantir os direitos constitucionais de 1,7 milhão de pessoas e 305 etnias, assumindo a gestão direta de políticas de demarcação e a proteção de povos isolados.
Sônia destacou um avanço que considerou significativo nas políticas territoriais, com a homologação de 20 terras indígenas nos últimos três anos.
O balanço supera o total da década
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