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Nova espécie de anfíbio que viveu há 280 milhões de anos é descoberta através de fósseis localizados no PI e MA

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Nova espécie de anfíbio que viveu há 280 milhões de anos é descoberta através de fósseis localizados no PI e MA

Nova espécie de anfíbio que viveu há 280 milhões de anos é descoberta no PI e MA Uma nova espécie de anfíbio, denominada Tanyka amnicola, que viveu há cerca de 280 milhões de anos atrás, foi identificada em uma pesquisa que durou mais de uma década.

A descoberta foi baseada em fósseis de nove mandíbulas, encontradas nos municípios de Nazária (PI), Timon (MA) e Pastos Bons (MA).

Segundo o coordenador do projeto, Juan Carlos Cisneros, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), o estudo é pioneiro em anfíbios herbívoros - que se alimentam de folhas e frutas, por exemplo - e que o animal encontrado é o mais antigo no mundo com essa característica. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O estudo foi publicado na revista científica internacional Proceedings of the Royal Society B. no dia 17 de março.

Além de Juan, pesquisadores de instituições dos Estados Unidos, Argentina, Alemanha, África do Sul e Reino Unido também participaram do estudo.

Novo espécie de anfíbio é descoberta através de fóssil no PI e MA Reprodução (UFPI) “A espécie foi batizada com um nome que significa ‘mandíbula’ ‘que mora no rio’.

No total temos 9 mandíbulas desse animal, elas foram encontradas entre 2012 e 2023, no Piauí e Maranhão.

Este fóssil, junto com outros que temos achado recentemente, abre caminho para mais descobertas”, explicou o pesquisador.

O professor explica que esse tipo de descoberta leva tempo, porque o animal nunca foi encontrado por completo.

Mesmo assim, todas as mandíbulas analisadas são iguais e pertencem à mesma espécie.

Para confirmar os dados, os pesquisadores precisaram comparar os ossos encontrados no Nordeste com fósseis de museus no exterior. “Não tinha nenhum fóssil para comparar aqui no Brasil, tivemos que comparar com museus na América do Norte, na Europa, tudo isso é um processo longo e caro também.

Além disso, os fósseis têm que passar por processos de limpeza e preparação e consolidação, e são técnicos estrangeiros que têm trabalhado na limpeza desse material.

Mas, é necessário, porque a gente tem que ter um certo rigor para poder apresentar resultados como este”, afirmou Juan Carlos.

O anfíbio mantém características consideradas primitivas, o que explica sua classificação como um tetrápode basal.

Os pesquisadores usam o termo “bizarro” para descrever aspectos anatômicos incomuns, como a mandíbula irregular e os dentes projetados para os lados. “Essa nova espécie apresenta características muito fora do comum, especialmente no formato da mandíb

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