MP denuncia médicos do HC da Unicamp que lideraram esquema de 'fura fila' de cirurgias bariátricas

Elinton e Felipe teriam liderado esquema de “fura fila” do SUS Reprodução/EPTV O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou nesta terça-feira (24) dois médicos do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em Campinas (SP), que teriam liderado um esquema que possibilitava pacientes de uma empresa a “furar a fila” do Sistema Único de Saúde (SUS) para terem acesso a cirurgias bariátricas.
Na denúncia à Justiça, o órgão estadual aponta que a entidade privada manteve contratos com prefeituras, entre elas a de Indaiatuba (SP), para atendimento de casos de obesidade.
Não há detalhes do período em que as irregularidades aconteceram.
Um dos suspeitos é Felipe David Mendonça Chaim, que, além de servidor, é sócio-proprietário da empresa que atendia os pacientes nas cidades.
Já o outro denunciado é Elinton Adami Chaim, pai de Felipe, que era chefe do ambulatório de obesidade do HC e responsável pelo agendamento de cirurgias no local.
Ele teria viabilizado “encaixes” a pacientes da empresa do filho no hospital público. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp O MP pediu o bloqueio de R$ 1,4 milhão dos investigados, valor estimado do suposto enriquecimento ilícito.
O órgão ainda quer que eles sejam afastados e, posteriormente, demitidos.
Em nota, a Unicamp disse que instaurou dois Processos Administrativos Disciplinares para apurar as supostas irregularidades.
As apurações já foram concluídas, e Felipe foi suspenso por 10 dias e Elinton foi absolvido. “A universidade ressalta que os processos administrativos seguiram os trâmites institucionais previstos, com garantia de ampla defesa e do contraditório”, completou.
Já o advogado Gabriel Gallo Brocchi, que representa os suspeitos, afirmou que ainda não tem conhecimento da denúncia.
Ele negou prioridade em encaminhamentos e apontou que os pacientes da entidade eram preparados para serem cadastrados na fila — leia manifestação completa abaixo.
A Prefeitura de Indaiatuba informou que não mantém mais contrato com a empresa e destacou que, durante a vigência contratual, não foram identificadas irregularidades na prestação dos serviços.
A Secretaria de Saúde disse que permanece à disposição para eventuais esclarecimentos.
Encaminhamentos sem parceria De acordo com a denúncia do MP, a CHM Serviços Médicos Ltda, que pertencia a Felipe e sua esposa, mantinha convênios com prefeituras para prestar atendimento a pacientes com quadro de obesidade.
O contrato que chamou a atenção do promotor Daniel Zu
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