BBC nomeia Matt Brittin, ex-executivo do Google, como novo diretor-geral

Matt Brittin, ex-executivo do Google e novo diretor-geral da BBC.
Tolga Akmen/ Pool Photo via AP A BBC nomeou o ex-executivo do Google, Matt Brittin, como seu novo diretor-geral nesta quarta-feira (25).
Brittin substituiu Tim Davie, que renunciou no ano passado após a empresa de mídia ter sido alvo de um processo de US$ 10 bilhões (R$ 52,6 bilhões) movido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O presidente americano acusou a BBC de difamação, após a emissora ter editado trechos de um discurso que ele proferiu em 6 de janeiro de 2021, antes de seus apoiadores invadirem o Capitólio, em um documentário veiculado às vésperas das eleições dos EUA, em 2024.
A emissora argumentou que o processo deveria ser arquivado, afirmando que a subsequente reeleição de Trump demonstrou que a suposta difamação não prejudicou sua reputação.
O processo, no entanto, segue em andamento.
Brittin ingressou no Google em 2007 como chefe do Reino Unido e da Irlanda, antes de ascender na hierarquia até se tornar presidente da EMEA em 2014.
Ele deixou o cargo em 2024 e assumirá a nova função a partir de 18 de maio.
Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Este é um momento de risco real, mas também de grande oportunidade.
A BBC precisa de ritmo e energia para estar onde as histórias estão e onde o público está”, disse ele em um comunicado. “Para aproveitar o alcance, a confiança e a criatividade que temos hoje, enfrentar os desafios com coragem e prosperar como um serviço público preparado para o futuro.
Estou ansioso para começar este trabalho”, acrescentou.
Refletindo sua falta de experiência editorial ou em radiodifusão, a BBC afirmou que ele nomearia um diretor-geral adjunto.
Brittin, de 57 anos, entra em cena num momento crítico.
Ele terá que negociar um novo acordo de financiamento depois que a Carta Régia da emissora expirar no final de 2027.
As opções incluem manter a taxa de licenciamento paga pelas famílias que assistem à TV ou migrar para assinaturas ou financiamento por publicidade.
A BBC enfrenta uma batalha para se manter relevante, já que os telespectadores, principalmente o público mais jovem, migram para serviços de streaming e outras plataformas digitais.
O cargo também acarreta intenso escrutínio político, com a BBC sujeita a críticas de todo o espectro político quanto à sua imparcialidade, pressionando uma instituição há muito considerada um dos pilares culturais mais confiáveis e duradouros da Grã-Bretanha.
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