Polícia investiga morte de funcionária após dedetização em posto de saúde de Porto Alegre

Polícia investiga morte de funcionária após dedetização em posto de saúde de Porto Alegre A morte de uma funcionária terceirizada do setor de limpeza de um posto de saúde, em Porto Alegre, é investigada pela Polícia Civil.
Luciana dos Santos Antônio estava na unidade Santíssima Trindade, no bairro Rubem Berta, Zona Norte, quando um serviço de dedetização foi realizado, no dia 3 de março.
Segundo colegas, Luciana relatou falta de ar e cansaço excessivo dias após a aplicação do produto químico.
Ela morreu na última quinta-feira (19), depois de passar mal no posto onde trabalhava. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Um protesto foi realizado em frente à Unidade Santíssima Trindade, na manhã desta quarta-feira (25).
Durante o ato, colegas de Luciana se emocionaram e expressaram dúvida sobre a causa da morte.
A filha da vítima, Fernanda Antônio da Silva, pediu por justiça. “Minha mãe morreu aqui, num Samu aqui na frente.
Se foi realmente, porque a gente não pode acusar nada sem provas, a justiça vai ser feita”, afirmou. “A nossa principal questão e angústia é se isso teve relação ou não com a aplicação do inseticida na unidade.” O que dizem os órgãos responsáveis O inseticida foi aplicado pela Vigilância Sanitária de Prefeitura de Porto Alegre, como medida de combate à dengue.
Em nota, o município afirmou que o trabalho seguiu as diretrizes do Ministério da Saúde, que exigem a desocupação do ambiente, e que o posto ficou fechado por duas horas.
A prefeitura afirma que o produto é usado desde 2024 e já foi aplicado em outros 20 locais neste ano.
O Grupo Hospitalar Conceição (GHC), responsável pela gestão da unidade, lamentou a morte e informou que a funcionária teve uma parada cardiorrespiratória.
O GHC alegou que “todo o processo de aplicação seguiu rigorosamente os protocolos dos organismos de saúde do município”.
Sindicato fala em negligência O sindicato que representa os trabalhadores da categoria fala em negligência e aponta falhas no procedimento. “O processo foi torto, foi invertido todo o protocolo do serviço.
O pessoal não foi alertado sobre os EPIs corretos para utilizar”, declarou um representante da associação.
O que diz a Vigilância Sanitária “No dia 3 de março, foi realizada a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI-Aedes) na Unidade de Saúde Santíssima Trindade.
A ação foi programada pela gerência da unidade após o recebimento, em 25 de fevereiro, das orientações da Diretoria de Vigilância em Saúde.
O procedimento seguiu as dire
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