Colégio denuncia professor por assédio em 2025 após protesto de alunos e agressão da PM

Fachada da Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado Rafael Nascimento/g1 A direção do Colégio Estadual Senor Abravavel, no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio, registrou nesta quarta-feira (25) uma ocorrência na Polícia Civil do RJ contra um professor por suspeita de assédio.
Os casos de assédio teriam ocorrido no ano passado, mas só foram levados à 9ª DP (Catete) após um policial militar agredir estudantes durante um protesto realizado nesta manhã, que pedia o afastamento do docente.
Procurada, a Secretaria Estadual de Educação afirmou que não sabia do caso, mas que o professor foi afastado e uma sindicância foi aberta.
O g1 apurou que os casos envolveriam duas alunas.
Procurada, a unidade estadual de ensino não respondeu até a publicação desta reportagem. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça PM agride estudantes em colégio estadual na Zona Sul do Rio Confusão com a PM Os envolvidos no episódio também foram à 9ª DP.
Os estudantes que faziam um protesto dentro da escola realizaram um registro contra os PMs por abuso de autoridade.
Os policiais, por sua vez, fizeram um registro na delegacia por desobediência, desacato e invasão, alegando que o colégio foi invadido pelos estudantes universitários.
Parte da situação foi gravada e postada nas redes sociais (veja acima).
O agente foi afastado pelo comando da corporação.
O caso foi durante um protesto de movimentos estudantis na Escola Estadual Senor Abravanel (antiga Amaro Cavalcanti).
As imagens foram gravadas por João Herbella, 23 anos, diretor do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (DCE/UFRJ).
Ele acompanhava, no ato, Marissol Lopes, 20 anos, presidente da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro (Ames Rio), e Theo Oliveira, 18 anos, diretor da Ames Rio.
Todos acabaram detidos.
O g1 apurou que o PM agressor é um subtenente do Batalhão de Choque que estava de serviço no Segurança Presente Laranjeiras. “Nós fomos à escola solicitados por alunos que queriam organizar uma luta contra um caso de assédio que estava acontecendo no colégio.
Um caso que é antigo, mas que recentemente estourou e ficou abafado.
Nós entramos na escola, porque é o nosso direito enquanto uma entidade estudantil, e fomos agredidos por policiais de forma bastante truculenta.
A tentativa de diálogo foi praticamente nula”, disse Marissol.
Marissol Lopes, 20 anos, presidente da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro
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